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menos internet, mais vida real

prazeres esquecidos pra se resgatar enquanto se está longe do facebook encontrar as amigas aprender a dançar o passinho escrever sem ser julgada treinar uma nova posição de yoga ler uns bons capítulos de um livro muito bom todo dia ir no cinema meditar com amigos e ter boas conversar depois ajudar no terreiro aprender uma receita nova doce, salgada e crudívora (nham!) cozinhar pra mim e pra quem eu gosto tomar suco verde fazer sexo sair pra dançar germinar umas sementes – plantar uma árvore ia ser doido, mas se pá é revolucionário demais pra ela ainda – dar rolê com um grupo que se reúna semanalmente pra fazer uma coisa bem estranha dançar butô com os anarquistas declamar poesia alto no metrô ir em festa de gente vegana e também roda de samba com fartura de cerveja e churrasco sentar em boteco sujo escuro e cheio de gente pra falar das tristezas da vida e conspirar revolução beijar na boca enquanto se faz amor saber que passa, mas não ter medo de paixão …

quando a alma pede férias do facebook

infelizmente, ainda sou do tipo de pessoa que mesmo chegando em casa com sede, fome, sono ou vontade de fazer xixi, antes de ir no banheiro abre o laptop aos pulos pela bexiga apertada para checar as últimas curtidas e atualizações no facebook. talvez por ser um quadro relativamente novo na sociedade, as pessoas geralmente não levam muito a sério quando a gente tenta abordar a questão, entretanto, como acontece com qualquer outro vício, o vício em facebook traz consequências reais e dolorosas pra quem sofre com ele. em mim observo picos de ansiedade; dificuldade extrema de concentração; sentimento de impotência, como se eu não tivesse controle sobre mim e autonomia de sair fora e ir fazer outra coisa, mesmo que não esteja fazendo nada que presta online; picos de humor e alteração do relógio biológico; dificuldade de dormir ainda que morta de cansaço; dificuldade de acordar e ir cumprir minhas obrigações diárias, como trabalhar, pagar contas, encontrar amigos, e assim por diante. para me controlar, já tentei aplicativos que limitam o tempo que posso ficar online (mas no meu caso o vício aprendeu a …