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Amor livre ou sexo livre? Sobre amor, relacionamentos abertos e amizade

Para ler ao som de Marriage is for old folks – Nina Simone Por maior que seja o amor entre um casal, mais dia menos dia (sempre) chega o momento em que um dos dois se percebe atraído por uma outra pessoa além do conjugue em questão. Geralmente incompreendido e demonizado por nossas mães e avós como reles “putaria” e “sem vergonhice”, o impulso de beijar ou ter relações sexuais extra-conjugais vem sendo cada dia mais debatido e vivido pelas gerações mais novas. Essa nova forma de relacionamento ganha nomes simpáticos e diversos, tais como “relacionamento aberto”, “amor livre”, “poli-amor”… Mas a situação está longe de ser tão simples ou bem resolvida quanto indicam os termos que a referenciam. Mesmo refletindo sobre a “Ética do tesão na pós modernidade”, conforme ilustrou a genial Katzen Minze/Garota Siririca, em que medida os homens continuam privilegiados nas relações poligâmicas e/ou nos triângulos amorosos? Se nossos avôs já traíam nossas avós, abertamente ou por debaixo dos panos, talvez não haja muito nada de novo nessa história de relacionamento aberto. Uai, mas …

Mulher também gosta, faz, pensa e escuta hip hop

Fui bloqueada por trinta dias do Facebook por quê postei o link – nem foi a imagem em si! – do meu portifolio de um ensaio com duas amigas nuas. Naturalmente, não é a primeira vez que o facebook me deixa de castigo (reclusa de postar, curtir ou comentar qualquer coisa) por ter compartilhado fotos de mamilos femininos. Zuckerberg e sua equipe já chegaram a deletar permanentemente uma conta minha por causa de uma foto de uma mulher grávida de peitos de fora, depois de consecutivos avisos e bloqueios de 7 ou 31 dias. Engraçado que mamilos são vetados; mas vídeos de decaptação, tortura e incitação ao ódio, não. #lovewins Enfim, estando proibida de postar em minha conta pessoal, comecei a usar mais a página do Clitóris Livre. Apesar de amar rap, foi engraçado me observar segurando o impulso de escrever sobre o assunto, como se aqui “não fosse espaço pra isso”, como se houvesse uma fôrma pronta do que significa ser feminista ou dos assuntos sobre os quais nós mulheres nos interessamos. Na real, ser feminista não tem receita, não tem regra> …