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Chupar é fácil, quero ver fazer massagem

Não é raro a gente encontrar homens que dizem que amam chupar uma perereca. Quando esses homens se deitam com uma mulher, eles só enxergam três coisas: peito, bunda e perereca.

Eu poderia apostar que esse tipo quando chupa uma mulher é mais para que ela fique molhada rápido, do que pensando realmente no seu prazer. Provavelmente, o mesmo cara que se vangloria que adora chupar, e que fala no seu ouvido que vai te comer a noite toda, é o mesmo que não aguenta três reboladas mais fortes que já goza.

Ele mete rápido, como um coelho, e advinha, também goza na velocidade da luz, deixando suas parceiras geralmente pensando o que tem errado com elas (afinal de contas, nós mulheres ainda temos dificuldade de nos desvencilhar da mania de assumir a culpa por tudo de ruim que acontece com a gente).

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Pessoalmente, eu odeio homem que chega pondo a mão direto nas minhas intimidades. Pra mim o órgão sexual mais potente do corpo é a pele. Como já escrevi por aqui, eu gosto de ser tocada com calma, da mesma forma como se adora uma deusa.

Não tenho recursos pra pesquisas científicas, mas tenho uma teoria seríssima de que a mulher que recebe uma massagem antes do ato sexual em si (aliás, o que é o ato sexual em si? pra mim a massagem já é parte dele!) aumenta milhões de vezes suas chances de gozar.

Grande parte do sucesso em atingir um orgasmo reside em estar relaxada. Pensa comigo, quando uma mulher recebe uma massagem que a relaxa, as chances dela atingir o orgasmo aumentam exponencialmente!

Quando uma mulher é tocada em toda a dimensão do seu corpo, com toques que variam de velocidade e intensidade, todo o corpo se desperta, e então, quando o orgasmo vem não é aquele orgasmo aflito, de três segundos, é um orgasmo de corpo todo, que faz a mulher tremer inteira, perder o chão, para então voltar renovada à vida.

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O tipo de sexo que acredito e pratico não tem regras. Não existe uma receita única de sucesso, uma bíblia de posições e técnicas infalíveis que vão atender a multiplicidade de corpos e gostos. Isso não existe.

O que eu posso recomendar, entretanto, é que a gente desaprenda tudo que nos foi metido guela abaixo ensinado pela pornografia e pela indústria cultural, e nos tornemos mais abertos a escutar nosso próprio desejo.

tumblr_n59a83o8dc1qghjduo1_400Eu sou da escola do toque. Gosto de quem come pelas beiradas (o que não significa em absoluto uma pegada mole ou fraca!) Gosto quando ao invés de ir direto me chupando, o cara me excite toda, de modo a eu ter que praticamente implorar pra que ele me chupe.

Gosto de dedos quentes que percorrem o corpo todo. Gosto de gente que não conhece limites. Gente que chupa tornozelo (sério, experimenta!). Gente que lambe todas as articulações (sabia que isso faz liberar ferormônios?). Gente que lambe o dedão do pé se tiver com vontade.

tumblr_o5wsjvac411qimr0ko1_400Sim, é fundamental saber onde fica o clitóris. Mas uma vez que você já aprendeu, vá além dele! Explore todo o corpo. Faça uma bela massagem nos pés, nas mãos, na cabeça.

Andamos tão estressados. Ajude ela a relaxar com uma bela massagem nas têmporas. Passe os dedos pelos lábios dela. Beije. Beije. Beije. Beije a boca com a mesma intensidade com que você lhe faz o sexo oral. Puxe seu cabelo. Acaricie. Ouse.

Descubra qual é o lugar do corpo que realmente lhe dá tesão. Experimente a orelha, a nuca. Beije seus mamilos, sim, mas também experimente beijá-la na altura do coração (sim na parte do osso). Quando estiver a chupando, não chupe só o clitóris. Chupe tudo. Beije a coxa. Beije a parte superior da vulva.

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Pra quem não é “o” expert em massagem tântrica, uma dica quente! Tudo fica 10000000x mais prazeroso quando a mão desliza com facilidade.

Ou seja, suas chances aumentam muito quando você faz a massagem no corpo dela com óleo próprio pra massagem. Na Lolla Sex Shop tem várias opções de óleos pra massagem, sabonetes para banhos sensuais, excitantes, velas que viram óleo de massagem na medida em que queimam, etc.

O importante é fazer da cama um lugar prazeroso, leve, de brincadeira. O corpo tem sua sabedoria própria. Mais hora menos hora a penetração vai acontecer. Take your time. Vai com leveza e carinho que tudo vai dar certo.

E ah! Em caso de ejaculação precoce, lembre-se de respirar sempre. E parar um pouquinho a penetração pra continuar depois não é vergonha pra ninguém. Sejam felizes!

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Sex-gifs, pornografia, pornografia “feminista” e mais: Siririca sem tabu!

Fast-forward. Acelera o filme. Tira a mão da perereca menina. Criança rebelde com sexualidade forte que transava com as amiguinha tudo, mas cuja mãe tinha um grande pavor que virasse lésbica, e era altamente podada de se masturbar, inclusive nunca tendo tido chave do próprio quarto.

Acelera o filme, acelera o filme. Amiga legal da galera, mas que nunca era escolhida pra ficar com os garotos. Nódulo no seio e vergonha de que encostassem nela e sentissem o caroço. Bloqueios com masturbação atualizados com sucesso.

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Acelera o filme. Operação do seio. Vergonha da cicatriz, mas foda-se. Faculdade. Hormônios começam a desacelerar. O corpo desincha, a bochecha (e o nariz?) diminuem. Começar a ser mais desejada.

Perda da virgindade. Namoro. Começa a tomar gosto por sexo. Como tem sexo, acha que não precisa se masturbar. Acelera o filme, acelera o filme. Término pra desbravar o mundo e conhecer outras pessoas além do primeiro pinto.

Um ano de solterice. Muitos corpos e afetos. Orgasmos. Solteira, independente, forte, amante de arte e da imagem de corpos nus, mas ainda assim, masturbação que é bom, nada.

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Segundo namoro sério. Chega na casa do namorado sexta à noite e só sai do quarto segunda, correndo pra ver se chega a tempo pro segundo horário. Descoberta espontânea do tantra e dos orgasmos múltiplos. Pouca comida e muito sexo, olheiras pretas de manhã.

Considerando-me satisfeita sexualmente, mais uma vez nada (ou quase nada) de masturbação. Acelera o filme, acelera o filme. Namoro a distância. Hormônios a fazem subir pela parede. Siriricas pontuais e rapidíssimas, com os dedos nunca. Monta em cima de uma almofada e rela, em três segundos o gozo, nunca tão potente quanto com o parceiro.

Acelera o filme, acelera o filme. Término do namoro longo. Outros corpos, outros afetos. Aprendeu a gozar, goza com qualquer um. Alto nível de satisfação acompanhada, mas não conseguia se (permitir a) ter prazer consigo mesma sozinha. A consciência que alguma coisa estava errada. Por quê esse bloqueio tão grande?

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Mais do que uma sessão de terapia pra investigar meu inconsciente, nesse texto eu quero falar sobre como eu comecei a romper esse bloqueio. Nessa época os filmes pornôs não dialogavam nada comigo. Eu não tinha vontade de assistir aquilo, não me excitava.

E eu já consumia muitas imagens de gente sem roupa (amo corpos nus, amo ficar pelada desde criancinha, nunca me acostumei com roupa), mas isso também não me excitava sexualmente. Mas no meio de tantos tumblrs e etc, uma coisa começou a chamar minha atenção: os sex gifs.

Acredito que hoje em dia, uns bons anos depois dessa história que estou contando, eles já não sejam muita novidade pra ninguém, mas não custa explicar: os sex-gifs são seleções das melhores partes dos filmes pornôs (a parte paia é essa, daonde eles vem).

Eles focam só naquela pegada mais forte no cabelo, ou naquela entrada, enfim, em detalhes que fazem toda a diferença. Eu não sei por quê, mas os gifs me davam muito tesão, e foi com eles que eu comecei a me masturbar mais.

Inclusive uma curiosidade, olhando a frequência de repetição dos gifs que mais me atraíam, eu comecei a entender aos poucos quais eram as posições que eu mais gostava, e quais eram aquelas que eu morria de vontade mas ainda não tinha coragem de fazer.

Segue uma seleção com os melhores pra exemplificar:

Enfim, como efeito colateral, depois que comecei a me sentir mais solta com isso, os sex-gifs me familiarizaram com os vídeos pornôs (ou vocês que compartilham eles no facebook e tumblr acham que essas imagens vêm daonde?)

Embora me sentisse incomodada com o modo que as mulheres fossem retratadas e tratadas na pornografia, eu comecei a fuçar e descobri algumas tags que eu me sentia mais a vontade (ou com mais tesão) e relevei toda aquela violência.

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Com o tempo, entretanto, e a aproximação das ideias feministas, eu comecei a problematizar mais e mais a pornografia. Por quem e para quem aqueles vídeos eram feitos? Por quê as mulheres eram sempre retratadas em posições submissas (e sendo violentadas)? Quem eram aquelas mulheres? Como eram suas carreiras? O que ficava pra elas da ultra-lucrativa indústria pornográfica?

É grande o número de homens que vem apresentando disfunção erétil, e não por razões orgânicas, mas por um vício em pornografia. Além de criar uma consrução falsa sobre o que é o corpo feminino, como o sexo funciona, sempre da mesma forma (a mulher sempre começa chupando, aí depois papai mamãe, depois de quatro, depois ela se ajoelha no chão e ele goza nos peitos ou na cara dela), quanto tempo dura, com que intensidade vai, etc.

Você pode ler mais textos feministas que problematizam a pornografia aqui, aqui e aqui.

Pessoalmente, eu ainda não tenho um posicionamento final a respeito da pornografia. Entendo que num mundo extremamente conectado, em que se fotografa e filma de tudo, obviamente o sexo também será retratado. O maior problema na indústria da pornografia, na minha humilde opinião, é quem detém seus meios de produção, a hegemonia de quem a produz e o público alvo, que é sempre masculino.

E se ao invés da câmera focar apenas no close da penetração ela explorasse o toque, o contato da pele com pele? E se ao invés de corpos padronizados e siliconados, perfeitamente depilados, tivéssemos uma diversidade de corpos, cores e tamanhos? E se ao invés da mesma sequência de posições e fetiches que só querem satisfazer o ego masculino, nós tivéssemos imagens que excitassem as mulheres?

Essa é a proposta do pornô-feminista, vertente que tem Erika Lust como uma de suas maiores representantes (acesse seu portal para conhecer melhor seus filmes). Além dela, indicamos Blue Artichoke Films, A Four Chambered Heart e Candida Royalle.

O assunto é polêmico e não há consenso a respeito dele. O que expressei aqui foi simplesmente a minha opinião e vivência, e não uma verdade absoluta a respeito do assunto. Apresento opções para minas que como eu tem ou tiveram bloqueios com a conquista do próprio prazer.

Claro que o mais legal de tudo seria a mulher descobrir espontaneamente seu próprio corpo e sexualidade, ter a liberdade de tocar-se de todas as formas, independente de estar na frente de um computador. A gente já passa grande parte do nosso tempo conectado e claro que seria melhor ser só ela e sua imaginação, eu sei disso tudo. Mas sinceramente? Ruim mesmo é ficar sem gozar. Então se a tecnologia taí, que ela esteja a nosso favor e nos ajude!

No próximo post, vamos falar de um outro excelente aliado que envolve a tecnologia e orgasmo: o maravilhoso mundo dos vibradores!  ❤ Se você ainda não curtiu, dá um like na nossa página no Facebook e fique por dentro de todos os posts. Até mais!

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O por quê penetrar sem camisinha sua parceira contra sua vontade também é uma forma de estupro

 

– Ai, mas sem camisinha é tão mais gostoso.
– A camisinha não cabe no meu pinto direito.
– Me aperta.
– Me faz brochar.
– Odeio essa coisa de parar o que a gente tá fazendo pra colocar camisinha.
– Com camisinha eu gozo rápido, sem camisinha eu duro muito mais.
– Deixa eu sentir só o molhadinho vai, só a cabecinha.
– Vamo começar sem, daqui a pouco a gente coloca.
– Eu não vou gozar dentro, eu juro.

23 anos. A impressão que me dá é que tu é feito Teresa, a namorada de Manuel Bandeira. Teresa que tinha os olhos muito mais velhos que o resto do corpo. Diz ele que os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse. Minha cabeça se encaixa perfeitamente no seu ombro. Quando a gente tá bem perto assim – os narizes colados um no outro praticamente, respirando o mesmo ar – e eu te olho bem de perto, barba bigode testa, não há nada no seu rosto que revele sua pouca idade.

Já te falei isso. Você é do tipo de pessoa que tem ao mesmo tempo 8, 20 e 790 anos. Gosto de você. Gosto do carinho que cê me dá, que a gente troca. Tenho aprendido muito com você… Coisas que você me ensina em silêncio. No carinho que você faz no seu gato, na consideração que tem com os seus amigos, na atenção que você dá pra sua vó, na paixão e na seriedade (e ao mesmo tempo no bom humor!) com que você leva sua vida e seu trabalho. Na sua escolha de não reclamar de nada e sempre tentar ver a vida sempre por um lado positivo. Eu realmente gosto de você.

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E talvez tenha sido justamente por gostar de você que eu não levantei e fui embora ontem à noite assim que aconteceu.

Acordei hoje bem mais cedo que tu. Fiquei te olhando, fazendo carinho, mas não conseguia mais dormir. Estava triste, com raiva, preocupada. Você sabe desde o começo o quanto me preocupo com usar camisinha, o quanto tomo cuidado com isso. E mesmo assim, por mais que eu sempre tenha te falado isso, que não queria transar sem proteção, ontem quando eu estava no ápice do prazer – quase em outro planeta – enquanto você me chupava, você rapidamente subiu pra cima de mim e me penetrou no pêlo, apesar de todas as conversas que a gente já teve a respeito e apesar de todos os meus nãos.

Você argumentou que foi “irresistível” (“ai, tava tão molhadinha, nem pensei direito”), que não pensou no que fez, pediu mil desculpas me olhando no olho, disse que não faria de novo; ao mesmo tempo que no sub-entendido das suas palavras algo já se pronunciava que “se já tinha ido sem mesmo né, por quê não continuar”.

Apesar deu ter pegado o celular e te mostrado no aplicativo que estava no meu período fértil, você fez de novo, e de novo. A cada vez meu olhar ficando mais e mais triste. O seu pedido de desculpa o mesmo. “Me desculpa, eu juro que não vou fazer isso de novo. Não fica com essa carinha vai, não preocupa com isso não, vem cá, deita aqui no meu ombro”. Na manhã de domingo, meio nessa onda tá na chuva é pra se molhar, você gozou dentro e fez aquela carinha de não consegui me segurar, “estava irresistível”.

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Você me deixou em casa e foi trabalhar. Embora nervosa, preocupada, já sabendo que teria que tomar pílula do dia seguinte, cheguei em casa achando que tava tudo bem, afinal de contas o sexo tinha sido gostoso, eu tinha gozado até. Mas na medida em que sozinha eu via a tarde passar, e aos poucos sentia aquela mistura de líquidos descer pela minha calcinha, fui ficando mais e mais incomodada. Alguma coisa não estava bem. Meu coração estava apertado por quê eu sentia que minha vontade e meu corpo tinham sido violados.

Eu não havia pedido nem concordado com aquela mistura de líquidos dentro de mim. Eu não tomaria uma pílula do dia seguinte por um descuido meu, ou nosso – por quê às vezes acontece, de comum acordo a gente mete o louco e decide transar sem camisinha e se olha nos olho e fala “foda-se”, “entra”, “vem” – mas não foi o caso. Você entrou por quê deu na sua cabeça de entrar. Você me pegou no estágio de um leve torpor e não me pediu permissão e entrou. Não satisfeito (ou já naquela “ajoelhou tem que rezar”) ainda gozou dentro.

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Enquanto tomava banho fiquei pensando no por quê eu não reagi, por quê eu não simplesmente levantei e fui embora assim que aconteceu. Talvez por ter um histórico de ser abusada por homens do círculo mais próximo de confiança, às vezes eu tenho uma certa de dificuldade de assumir até pra mim mesma que eu fui vítima de algum abuso.  Me lavava e sentia raiva e vergonha, me culpando que eu devia ter estado mais alerta, mais vigilante! Mas mano, se eu faço sexo é justamente por quê eu não quero estar vigilante, eu quero relaxar… e pra isso acontecer eu preciso me entregar e (para isso) confiar no meu parceiro. Sem entrega e sem confiança, o sexo serve pra quê?

Eu acredito em uma outra forma de sexo, cê tá ligado. E eu tenho que ser honesta com o que eu sinto, se me incomoda eu não vou ficar calada e não vou fingir que está tudo bem, que te perdôo, que não foi nada simplesmente pra você ficar menos triste por quê sabe que vacilou.

Se eu falei que não é não. Se eu falei que eu não queria transar sem camisinha cê não pode me chupar, me deixar molhada e simplesmente por isso entrar falando que é irresistível. Isso não rola. Não tem camisinha não trepa. A gente transou com camisinha todas as vezes antes, e você gostava, não gostava? Sei lá. Óbvio que sem é melhor, mas isso tem que ser quando os dois estão de acordo a respeito de fazer sem, não só quando uma das partes decide.

Eu continuei lá com você por quê gosto de você, gosto de transar com você. Mas, na moral, já conversamos sobre isso, algumas vezes. Não vou ficar fazendo o mesmo discurso de novo e de novo. Eu odeio dar bronca. Eu não sou gato pra ter filho de bigode. Não vou ficar explicando o óbvio, como se você não tivesse capacidade de entender uma coisa tão simples. Se isso acontecer de novo eu simplesmente vou embora, e pra não voltar nunca mais. Na real, se isso acontecer de novo como eu te falei cara-à-cara eu corto seu pau fora, môo no moedor e misturo no Whyskaz dos seus gatos.

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Tudo tem que ter consentimento. senão é abuso. Se só exigir já é um ato de machismo, chegar às vias de fato e penetrar sem camisinha sendo que a mulher falou que não queria, é o quê? Fazer qualquer coisa na cama sem o consentimento da sua companheira é estupro. Ela pode ser sua namorada, sua esposa, ou sua ficante, se ela não estiver a fim, você não pode penetrá-la de forma alguma. Você não tem nenhum direito sobre ela e ela não te deve nenhuma obrigação.

Você não pode fazer nada com uma mulher que vá contra a vontade que ela deixou expressa em palavras e/ou em atos. E mesmo que ela não tenha dito nada te proibindo, como por exemplo num estado de torpor ou embriaguez, você não tem direito de entrar nela (muito menos sem camisinha) a não ser que ela te convide pra entrar. ISSO TEM QUE FICAR MUITO CLARO.

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Não se transa com uma mulher embriagada, talvez nem bêbada demais. Se a pessoa não te der a chave muito clara de que QUER fazer algo com você, você não faz. Se você tenta alguma coisa com uma mina na cama, tipo comer o cu dela por exemplo, e ela não quer ou não deixa, e você insiste loucamente e faz à força, indo contra a vontade dela, ISSO É ESTUPRO. Você não tem direito de fazer nada com uma pessoa simplesmente por quê VOCÊ quer. (E mano, você não pode embriagar uma pessoa ou fazer nada que ela não consinta)

Se você goza dentro da mina, sendo que o combinado era não gozar, eu não sei falar se é estupro ou não. Mas que é muito escroto é. Se você não consegue segurar, não faça. É aquela velha história não sabe brincar não desce pro play. É a mina que tem que tomar pílula do dia seguinte, que vocês muitas vezes nem se oferecem pra dividir, e aguentar a sensação desoladora de ressaca de cocaína que é tomar essa bomba de hormônio. É a mina que pode ficar grávida, e ter que passar pela decisão difícil pra caralho de ter um filho ou de abortar. Vocês não tem ideia do que é isso. É muita irresponsabilidade (ou filha da putagem mesmo) achar que você tem direito de decidir sobre o corpo de uma outra pessoa.

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Fiquei na dúvida se escrevia ou não esse texto, e o que faria com ele. Mas você já me conheceu assim, e é através das palavras que eu me entendo e me curo. Não é a primeira vez que eu tenho que conversar sobre posturas machistas e abusivas no sexo com homens que eu estava me relacionando. E muitas vezes até com caras muito fodas, que eu gostava muito. Aconteceu antes já, com um namorado incrível, com um sexo delicioso, que a gente tinha uma super sintonia na cama, mas que em certa altura do nosso relacionamento em uma viagem inventou de achar que eu era obrigada a responder ao apetite sexual dele e transar com ele sempre que ele estivesse com vontade.

Pode-se alegar que isso seja coisa de criança, que é por quê ele é muito novo. Tem muito homem velho de guerra fazendo as mesmas coisas. E com essa educação machista e patriarcal que é ensinada à todos os homens pela sociedade, e no sexo o que é ensinado sobre respeito à mulher, todo homem precisa ser re-educado. Mas não cola a desculpa de que você é muito novo. Isso devia ser básico. Não passarão ainda que tenham um rostinho bonito, um papo bom e um pinto gostoso. Mais uma vez, nenhuma mulher te deve nada, muito menos sexo. O corpo de cada pessoa é um templo. Show some respect.

Entendendo o trauma: Por quê tantas mulheres tem bloqueio com masturbação?

Às vezes, quando estou chapada tomei umas e outras, gosto de chegar em casa e gastar um tempo me olhando no espelho. Olho fundo nos meus próprios olhos e tento adivinhar o que eles dizem, quais são os sentidos que se escondem por detrás das pupilas. Como diria Adélia Prado, “aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Sei que sou uma mulher meio estranha, sempre fui assim. Na infância e na adolescência, eu era a amiga feia, divertida e inteligente; que gostava de música e dava notícia das coisas. Talvez por sempre ser preterida (na verdade quase que até o fim do ensino médio a possibilidade de eu me envolver numa paquerinha era praticamente nula) aprendi a ter interesses na vida, e isso me deu o desembaraço que eu tenho hoje pra conversar sobre quase qualquer assunto.

Foi quando entrei na faculdade de ciências humanas (onde o padrão do que é uma mulher bonita difere levemente do mundo playboy em que eu estava inserida na minha infância e adolescência) que me tornei uma mulher desejada e “desejável”. Apesar do tempo ter-me feito bem, é sem falsa modéstia que afirmo que os homens (e mais recentemente mulheres) que se atraem por mim não o sentem assim pela minha beleza externa, mas pela energia que eu carrego comigo, e que se manifesta de alguma forma exteriormente.

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Pintura: Euan Uglow

Tem gente que fala que a energia espiritual e a energia sexual comungam da mesma fonte. Pode ser. Eu tenho uma energia forte, e uma energia sexual forte. E então às vezes quando chego em casa depois de umas taças a mais de vinho e me ponho a olhar no espelho, reconheço o fogo que arde na minha pupila e me ponho a pensar nessa energia sexual, daonde ela veio, desde quando me acompanha, etc.

Eu sempre tive a sexualidade latente. Como com tantas crianças, uma das minhas brincadeiras favoritas na infância era brincar de sexo, e pelo que eu me lembro, era eu que sempre tomava a iniciativa em 99% das vezes na hora de inventar qualquer história-roteiro-pretexto para subir em cima de minhas amigas com a mão separando uma boca da outra (afinal de contas os beijos na boca eram grande tabus) enquanto relávamos uma na outra.

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Eu amava desenhar, mas desenhava quase que exclusivamente mulheres, com cinturinhas minúsculas entre bundas e peitões imensos. Eu tinha uma pasta, que escondia no fundo falso da última gaveta do meu armário, lotada de desenhos dessas mulheres, as quais eram personagens de verdadeiras histórias eróticas que eu criava na minha cabeça.

Quando eu tinha uns 22 anos reencontrei minha melhor amiga de quando eu tinha 7, depois de um hiato de quase 15 anos. Alguma hora, com um tom levemente ressentido, ela perguntou se eu lembrava de quando minha mãe depois de um certo tempo de amizade proibiu que tomássemos banho juntas e passou a acender a luz do quarto no meio da noite mandando que cada uma fosse dormir na sua cama. Eu não lembrava de nada disso, havia bloqueado completamente esse conteúdo da minha memória, mas não duvido nada que seja verdade. Acho que minha mãe sempre teve muito medo de que eu fosse lésbica (motivo pelo qual hoje em dia eu ainda seja tão falocêntrica?).

Apesar da intimidade que compartilhava com as minhas amigas ao brincarmos de sexo, e acessarmos sites pornôs e até mesmo salas de bate-papo (na época tinha disso), apesar de falarmos de sexo e sabermos que os meninos se masturbavam, inclusive juntos, eu não lembro de uma vez que falamos abertamente sobre masturbação enquanto éramos crianças ou adolescentes.

Clique aqui e leia uma excelente matéria sobre como lidar com a masturbação na infância

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Acho que desde antes de articular frases inteiras com eloquência, eu já sabia qual era o melhor lugar pra esquentar mão enquanto assistia desenhos na televisão. Talvez, por isso, aqui em casa tudo que envolvesse mão e perereca era um grande terror. Acho que “tira a mão da perereca, menina” foi a frase que eu mais ouvi na vida. Meu quarto não tinha chave e como o sexo ocupava grande parte do meu tempo/mente, ser pega me masturbando era um dos meus maiores pavores.

Esse medo profundo moldou a forma como eu me relacion(o)ava com sexo como um todo. Depois de passada a infância, praticamente não me masturbei durante a adolescência e segui assim por um bom tempo na vida adulta. Apesar dessa efervescência sexual na infância, perdi a virgindade relativamente tarde, aos 18 anos.

Depois que aprendi a gozar, não tinha dificuldades de chegar ao orgasmo acompanhada, inclusive múltiplos; mas continuei muito tempo dependente de um outro alguém para chegar lá. Eu simplesmente não conseguia sentir prazer sozinha. E se o fazia, era de uma forma mecânica e simplesmente como uma satisfação instantânea de uma necessidade, o que geralmente acontecia (uma vez na vida e outra na morte) em três segundos enquanto eu relava em alguma almofada enquanto assistia pornô.

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Assim, minha sexualidade foi direcionada: 1) à heterossexualidade 2) ao desconhecimento do meu próprio corpo, minhas fantasias e minha imaginação 3) à satisfação sexual exclusivamente através de um parceiro (e olha que eu ainda dei sorte nesse sentido, porque muitas mulheres nem isso), ou seja, a dependência de meu prazer nas mãos de outrém 4) ao aprendizado do que é sexo e do que dá tesão a partir de filmes pornôs que na grande maioria das vezes subjugam a mulher 5) ao desconhecimento de como me amar e me dar prazer. 😥

E pelo visto não foi só eu, compare os dados da frequência da masturbação masculina e feminina:

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Até hoje carrego alguns traumas (e vícios) em relação à masturbação e para rompê-los vou começar uma série de posts sobre isso… Sobre como romper com esse bloqueio que nos foi imposto (e que muitas de nós rompeu já na infância, mas outras carregam até hoje).

Vamos falar sobre técnicas de masturbação e auto-amor, discutir a pornografia e o que nos ensinaram sobre sexo e prazer até hoje e também como a tecnologia, nossa imaginação e os sex-toys podem nos ajudar nesse processo.

Essa série de posts está sendo feita em parceria com a Lolla SexShop, que vai nos mandar alguns brinquedinhos para testar e na medida que eu for testando vou fazendo resenhas aqui para o blog. É isso, vamos juntas?

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E você? Como foi sua relação com a masturbação? É mais fácil pra você chegar ao orgasmo sozinha ou acompanhada? Como e com que frequência você se masturba?

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Não saber onde fica o clitóris é tipo não saber diferenciar um buraco do outro

O melhor do brasil é o brasileiro, e o melhor do brasileiro são os memes, sabemos. Pouco depois do estouro da febre do Pokemon GO no país, começaram a pipocar na internet tweets afirmando que depois do jogo, deviam inventar um aplicativo para que os homens descobrissem enfim onde fica o famigerado clitóris.

Na verdade vira e mexe eu vejo na internet textos, imagens e reclamações nesse sentido… O que na real eu nunca entendi bem. Pra mim quem não sabe onde fica o clitóris não devia nem estar autorizado a transar. Não saber onde fica o clitóris é tipo não saber diferenciar um buraco do outro, ou seja, ser um completo analfabeto na anatomia feminina.

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Quando eu tava na terceira série, lembro de um colega de sala falando bobagem acerca da bolinha que ficava dura na perereca quando a menina estava excitada. Na época eu também não sabia do que ele estava falando, mas pelo visto ele já estava, aos nove anos, na frente de muito marmanjo por aí.

Mas enfim, pra quem não sabe o que é o clitóris, vou tentar explicar. Abaixo do umbigo, vem a parte inferior da barriga e então a virilha, depois a vagina em si. Sabe onde existe o corte que separa a perereca em dois gominhos?

Pois bem, no alto desse corte, geralmente encapuzadinho, há uma bolinha, que é mais ou menos proeminente, de acordo com a menina. Prazer, esse é o clitóris, ou sua face visível, por quê na real ele é muito maior por dentro e reúne milhares de terminações nervosas que existem unicamente para dar prazer à mulher.

Embora só dê pra ver uma bolinha, às vezes nem isso, dependendo do “capuz”, o clitóris é bem maior do que realmente se mostra. Ele pode ter até 10 centímetros pra dentro e tem mais de 8 mil terminações nervosas. Quando a mulher está excitada, a vagina geralmente se lubrifica e o clitóris cresce e fica duro (era disso que o Lula tava falando quando falou do grelo duro). #VoltaQuerida #ForaTemer

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A grande maioria das mulheres (entre 50 e 75%) não consegue chegar ao orgasmo exclusivamente com penetração, o que quer dizer que a estimulação clitoriana direta ou indireta é fundamental. Uma curiosidade massa é que a palavra clitóris vem do grego e significa “chave”. O que explica muita coisa.

A fase clitoriana

Felizmente, os homens com quem eu transo já passaram do maternal 1 do sexo e já aprenderam onde fica o clitóris. Na verdade, eles parecem meio obcecados pelo clitóris.

É o primeiro lugar que 8 em 10 homens já chega metendo a mão com força. E ficam lá, esfregando o dedo (muitas vezes áspero e seco), até eu falar que “peloamordedeus chega, tá me machucando”. No sexo oral, a mesma coisa. Embora vários pontos da vagina sejam prazerosos, a grande maioria dos homens só foca no clitóris, quando podiam tá se deliciando com a fruta toda.

Enfim, embora seja realmente verdade que a grande maioria das mulheres consiga atingir muito mais facilmente o orgasmo com a estimulação clitoriana do que com penetração, isso não quer dizer que você vai estimular exclusivamente o clitóris dela.

(Essa frase é importante, leia ela novamente e quantas vezes forem necessárias)

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Cada mulher é uma mulher, ou melhor cada sujeito transante é um sujeito transante, motivo pelo qual todos os manuais de sexo são meio burros. Na cama, cada um gosta de uma coisa, e quase não existem verdades universais.

Ainda assim, consigo apostar que é possível atingir orgasmos mais potentes se além de estimular o clitóris, for estimulada toda a extensão da pele do ser amado. Saber onde fica o clitóris é essencial, é o primeiro passo, o bê-a-bá. Mas é fundamental também entender que todo o corpo é erógeno (ou seja, passível de produzir excitação sexual) e não só os ditos “órgãos sexuais”.

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Os orgasmos que realmente nos arrebatam não partem exclusivamente dos órgãos sexuais. Aqueles orgasmos que nos tiram da nossa consciência, que nos fazem perder o chão, são orgasmos de corpo inteiro, que acontecem quando todo o seu ser está presente, entregue àquele momento, se fundindo energeticamente ao corpo e à existência do outro. Pra isso nada melhor do que massagem, inclusive tântrica, e eu quero dedicar um post só a esse tópico futuramente.

O objetivo do sexo não é gozar e acabar com tudo logo… Não precisa de ter pressa. Take your time. Faça carinho – ou pegue com força – do jeito que você preferir. Como naquela praia paradisíaca da Bahia, saiba dos atalhos pra chegar ao destino final, mas preste atenção no caminho e saiba aproveitar a trilha…

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Sobre capitalismo, frustrações, crise e oportunidades

Terceirizados, freelas e autônomos. Somos parte de uma geração que não tem carteira assinada, que não tem direitos trabalhistas e que provavelmente viverá de aluguel pra sempre – por quê pelo menos por aqui a perspectiva de juntar 300 mil pra comprar um imóvel, ou até mesmo os 20 mil de entrada, é nula.

Pelo andar da carruagem, quando ficarmos velhos dificilmente receberemos aposentadoria do governo (ou você acha que a Previdência vai aguentar até quando?) …E então, como nos posicionar frente à crise? Como melhorar nossa relação com o dinheiro?

Sem título

Eu nasci numa família de classe média em decadência, o que quer dizer que meu avô deu pro meu pai uma condição de vida melhor que meu pai conseguiu me dar, e que pelo andar da carruagem, eu darei pros meus filhos uma condição de vida menor que meu pai conseguiu me dar. Isso materialmente falando, é lógico.

Ainda assim, durante o ensino fundamental e médio, meus pais fizeram um sacrifício tremendo pra pagar as mensalidades da escola de classe abonada que eu estudei. Acho que foi lá, vendo a disparidade do poder de compra entre eu e meus colegas que iam pra Disney todo ano e ostentavam coleções de Nike Shox horrorosos, que eu comecei a me ligar a respeito da luta de classes e dos privilégios daquela bolha isolada do mundo em que eu vivia.

Depois de um tempo, tomei nojo. Na faculdade, fui para um caminho oposto às promessas de muito dinheiro que ambicionavam meus colegas que prestariam vestibular para Direito, Medicina e Engenharia. Entrei à princípio na Ciências Sociais, e depois querendo um curso que me possibilitasse agir mais no mundo de maneira prática, fiz um novo vestibular para Comunicação Social.

A escolha dos cursos que fiz já dizia da minha falta de ambição monetária. Eu via que o mundo estava todo errado, todo desigual, escroto, falido, e acreditava que para sustentar meu posicionamento político, eu não podia ganhar dinheiro.

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O sonho de algodão-doce com que cresceu a geração que hoje tem vinte e poucos anos

Faço parte de uma geração que cresceu ouvindo que poderia ser o que quisesse, que deveria trabalhar com o que amava. Na faculdade de Comunicação, acreditei que quando formasse iria arrumar um trabalho que me estimularia tanto criativa quanto intelectualmente, preferencialmente em um ambiente descolado em que as pessoas pensassem como eu.

Quando formei, levei um belo dum murro na cara da realidade. O mercado de trabalho não era nada disso que eu achava que ia ser. Aliás, com a crise, o mercado de trabalho na minha área mal existia… E se existia, não estava contratando. E na verdade nem eu queria me prostituir vendendo meu tempo para agências de publicidade pra fazer propaganda pra Vale e outros mineradoras e empreiteiras.

Escrevi um pouco sobre a depressão que me assolou depois que me formei aqui

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Eu queria viver dos meus próprios projetos e da minha criatividade.

Outro dia uma amiga me falou que no mundo há dois tipos de pessoas que fazem as coisas: os especialistas e os experimentalistas. Eu definitivamente me encaixo no segundo grupo. Minha cabeça pipoca ideias e projetos, nas mais diversas mídias e linguagens, e no momento ainda estou longe de conseguir trazer tudo que quero pro mundo.

No momento, eu trabalho, sem carteira assinada, como assessora de comunicação em uma companhia de teatro. É o que me dá o pão de cada dia, embora com o que eu ganhe eu ainda não consiga nem sair de casa. Além disso, sou fotógrafa, DJ, produtora de eventos e escrevo esse blog.

Percebo, enfim, que o dinheiro em si não é ruim nem bom, é neutro. O dinheiro é um facilitador de trocas. O dinheiro é o que fazemos com ele. Se eu tenho na cabeça tantos projetos pra parir, eu preciso de um mínimo de recursos pra colocá-los em circulação no mundo. O dinheiro é uma possibilidade de investimento… E se bem utilizado, pode fazer coisas incríveis.

Eu acredito que ao invés de rejeitar o dinheiro em si (utopia), nós devemos é fazer o dinheiro circular entre os nossos. Ao invés de comprar roupa da C&A ou Zara ou qualquer outra fast-fashion que usa de trabalho escravo e materiais de baixa qualidade, vale valorizar a mina que tá no corre pra firmar sua marca no mercado e que tem mó cuidado nos materiais que escolhe usar, sua sustentabilidade, etc. Ao invés de comprar o caderno naquela grande rede de papelarias, você compra da mão da mina que faz ela própria, e assim por diante.

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Na real, eu preciso me manter, se eu quero evoluir no que eu faço, eu preciso de dinheiro pra comprar equipamentos, fazer cursos, me aprimorar, etc. Então não é vergonha nenhuma cobrar pelos meus serviços e aceitar que os outros me paguem pelo que eu faço bem, ainda mais se isso for útil pro mundo. (Inclusive, eu começo a ter vontades de começar a empreender e aprender a ganhar dinheiro de verdade. Me aguardem)

Foi por isso que eu não pensei duas vezes quando a Lolla Sex Shop me procurou propondo uma parceria com o blog. Além de acreditar no trabalho e nos produtos deles, que realmente possuem os menores preços da web (pesquisa aí procê ver), eles patrocinarão uma série de posts que eu já tava afimzona de escrever há um tempão, uma espécie de Manual de Masturbação.

Composto por uma série de 10 posts, neste “Manual de Masturbação” falarei um pouco sobre os mitos e tabus acerca da velha e boa siririca, assim como técnicas de obtenção de mais prazer sozinha, produtos quentes e daí por diante. Vamo que vamo? O primeiro post da série sai em breve. 😉

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Por quê a rejeição torna tão atraentes os homens que não nos querem?

Não acontece com todas as mulheres, conforme minhas pesquisas empíricas de boteco têm apontado. “Ficar mais afim do cara quando ele não me quer? Cê tá doida? Pois eu tenho tesão é justamente em quem me quer… e muito”.

Tudo bem, como vocês bem sabem esse blog é uma tentativa bem cara de pau de terapia meia tigela e narcisista, se alguém se identificar, beleza, mas claro que o que eu falo diz mais de mim e do meu ponto de vista, que, óbvio, não é universal.

Sei que comigo (e com algumas outras mulheres/seres humanos) é assim que acontece: A gente pode ter nove crushs chamando pra sair e dar uns beijos no whatsapp, se tiver um que a gente quer e esse não quiser a gente de volta advinha em qual a gente vai focar toda a nossa preciosa energia?

Bingo.

Nada pra tornar aquele paquerinha despretensioso em amor da sua vida do que ele não te querer mais, correto?  Então… Por quê diabos a gente se comporta assim? Por quê são tão atraentes os homens que não nos querem?

Vamos falar sobre rejeição

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Foto: Geebird&Bamby

No último fim de semana uma amiga queria que eu fizesse umas fotos sensuais dela. Ela recebia na sua casa um dos melhores amigos do ex, ambos designers de joias, e sabia que se fizesse as fotos com as peças do amigo, o ex acabaria vendo, e percebendo o quanto ela estava maravilhosa e gostosa, e o quanto errou em ter trocado-a por outra.

Meu último rolo tinha o pinto enorme. Insistia constantemente em comer meu cu e em me levar em casa de swing, duas coisas que eu nunca animei. Tá, aí a gente terminou, por outros motivos. Eu fiquei tão surtada com a rejeição que quando dei por mim estava no whatsapp com ele propondo pra fazer exatamente tudo aquilo que nunca tinha topado, esperando com isso talvez trazê-lo de volta, embora eu mesma já tivesse sabendo que o relacionamento não ia bem há um tempo e também estivesse com vontade de terminar.

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Minha tia, uma mulher que sempre foi muito bonita, casou por volta dos vinte anos e ficou casada por mais de trinta. Dedicou abdicou parte de sua vida pela família. O casamento já não ia bem há um tempo e o marido a trocou por outra. Isso deve ter uns dois anos. Ela ainda está se esforçando para ficar bem. E, apesar da dor e do rancor, já voltou e terminou e voltou de novo com ele algumas vezes. (Tá, esse caso é um pouco mais complicado que os dois acima, mas enfim)

Jogos de conquista – O papel da mulher passiva

Minha primeira hipótese do por quê a pessoa que não nos quer se torna tão atraente é por que tem gente – uns trouxas como eu aqui o/ – que adora um desafio e um draminha na vida. Mas isso ainda não explica esse gosto quase masoquista de querer tanto quem nos rejeita.

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Isso é geral, para homens e mulheres. Mas no jogo da conquista (aff, odeio), tem uma coisa que pesa mais para o lado feminino: embora muitas de nós já tomemos a iniciativa, ainda paira no inconsciente coletivo o mito da mulher passiva, que deve dar pistas do seu interesse mas não pode correr muito atrás.

A real é que a rejeição pesa muito mais forte sobre nós. Um homem chega em uma menina e leva um toco, muito provavelmente estará dando risada e tomando cerveja com os amigos daí cinco minutos. Como não estamos tão acostumadas ao processo de tomar iniciativa, somos menos acostumadas à tomar tocos. Ser rejeitada nesse nível primário de paquerinha, então, pode ser que nos cause um impacto emocional mais intenso.

“Algumas pessoas tem dificuldade de tolerar não serem correspondidas, como se aquilo fosse um ataque pessoal. É como se o alvo de sua paixão fosse obrigado a responder positivamente seus sentimentos. Mesmo num relacionamento de longa duração, as vidas e as personalidades podem tomar rumos diferentes e aquilo que motivava inicialmente a união se perde no meio do caminho”.

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Claro que o ego fica meio ressentido toda vez que é preterido, mas vamos pensar aqui: Quantos caras interessantes você já não quis ficar na vida? Quantas pessoas já chegaram em você e você não quis, ou já namoraram você e depois você não quis mais? A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida.

É normal, a roda da vida sempre a girar… A rejeição mais dia menos dia vai bater na sua porta e é preciso recebê-la com leveza, entendendo que é assim mesmo que a banda toca. Algumas coisas precisam partir pra outras boas poderem chegar.

Sentimento de posse e a projeção do relacionamento
como a resolução das nossas carências afetivas

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Ilustração de Toshio Saeki

Frequentemente projetamos toda a nossa necessidade afetiva (família, amigos, satisfação espiritual, etc) para o relacionamento amoroso, esperando que aquela pessoa nos supra integralmente, coisa que obviamente, nunca vai acontecer.

Em épocas em que nosso self é editado e submetido a uma infinidade de redes e filtros, o medo de se mostrar verdadeiramente, com seus defeitos (e não seus ângulos e qualidades milimetricamente selecionadas) e demonstrar sentimentos segue maior do que nunca, assim como nossa carência.

Quando a gente enfim se permite se abrir pra alguém, se entregar, e essa pessoa frustra nossas expectativas, a gente surta.

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Esculturas de Michael Beitz

Uma coisa que acontece muito comigo é: eu sou difícil de me entregar (capricorniana) mas quando me entrego é fácil eu tornar a outra pessoa o eixo da minha vida (lua em câncer + padrão familiar feminino de submissão). Eu páro de fazer minhas coisas, minhas meditações, meus estudos, etc, pra entrar no ritmo de vida da outra pessoa.

Quando você age assim, deixando de lado seu desenvolvimento pessoal pra apostar todas as fichas da sua felicidade em um outro alguém, e essa pessoa vai embora… você fica meio sem eixo mesmo. Daí vem o sentimento de posse com os dois pés na porta, desestabilizando completamente nossa sanidade mental.

Isso acontece por quê ainda acreditamos naquela historinha do “é impossível ser feliz sozinho”, que o outro, o relacionamento afetivo, etc, é um dos pilares básicos da nossa felicidade terrena. Nosso valor é dado pelo outro, não por nós mesmas. Projetamos nossa completude no outro, e assim quando o outro parte, nos sentimos corrompidas, insuficientes.

(Por quê que quando considera-se que uma menina tá madura, fala-se com ela que já pode casar ao invés de dizermos que ela já pode morar sozinha?)

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Arte: Serpent Fire Tarot

Estamos longe de compreender a partir da experiência (do coração, da vivência; não simplesmente através do entendimento racional), que o que procuramos fora reside dentro. Somos nós próprias a fonte abundante de todo amor que precisamos. Na medida em que permitimos que este amor flua, de dentro pra fora, a abundância em todas as esferas da vida com certeza se manifesta.

Fixação no passado e anseio pelo futuro
Medo do presente e dos relacionamentos possíveis

Compramos a ideia de que pra ser feliz é preciso estar num relacionamento amoroso (ainda que estejamos todas bagunçadas por dentro e não dando conta nem de nós mesmas, quiçá de mais outro alguém).

Na nossa cabeça, sofrer por amor é quase amar. É ter um objeto pra ocupar esse espaço na prateleira do coração que a mídia e toda a nossa tradição ocidental e patriarcal nos ensinou que deve estar constantemente preenchido… Ainda mais se você for mulher, uma vez que segundo fomos ensinadas, o valor de uma mulher é fortemente dado pelo fato dela ter ou não um companheiro.

No meu caso, depois de muito bater a cabeça e sofrer um bocado, rejeitar todas as pessoas que me queriam verdadeiramente e ansiar apenas por aquelas mais difíceis impossíveis, que não me oferecem nenhuma possibilidade de acolhimento real, tenho percebido que tenho agido assim (deliberadamente me jogando em um ciclo de rejeição) por quê ainda estão abertas as feridas dos meus relacionamentos passados.

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Foto: Corey Arnold

Não estou com vontade de me relacionar profundamente com ninguém. Infelizmente ainda não se curou completamente a rejeição antiga, machucado que se pararmos para investigar deve ter antecedentes muito mais antigos, que talvez remontem à infância e às relações com a minha família…

A partir do momento que eu entendo que não estou pronta pra um novo relacionamento e identifico meus padrões de comportamento e o que eu realmente quero no momento (umas paquerinhas mais leves, superficiais e sem compromisso) fico menos tentada a colocar no posto de amor da minha vida um paquerinha irreal, que eu mal conheço e que eu projetei sobre ele características que valorizo segundo minhas próprias expectativas.

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Os relacionamentos podem sim ser um processo de cura. Mas amar quer dizer lidar e acolher os defeitos e dificuldades da outra pessoa, construir uma parada junto. Ser capaz de amar querendo o bem absoluto do outro, ainda que isso signifique que os caminhos dele sigam rumos distintos do seu. E isso, esse amor puro, só é possível quando a gente tá bem com a gente mesma.

Quando a gente pára de ocupar nossa cabeça com as lembranças do passado, e a com a ansiedade, as projeções e as expectativas com o futuro. Quando a gente aceita lidar com o presente, nosso estado, o que temos à mão: nossa solidão, nossa solitude, a riqueza do nosso ser, nossa presença, o desenrolar de nosso próprio caminhar.

Entre meditação, arte, amigos, família, espiritualidade, estudos, existem inúmeras possibilidades que podem nos nutrir emocionalmente sem que isso envolva necessariamente tentativas amorosas. Você não precisa de ninguém para se sentir completa!

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Última observação: Acontece muito de ficarmos frágeis por homens que não nos querem. Quando nos reconstruímos e ficamos fortes, eles passam a nos querer de volta… Cada caso é um caso, cada um sabe de si e ninguém sabe mais de um relacionamento do que as pessoas que o vivem, mas no geral recomendo que nesse caso você manda ele ir se fuder pra lá (ou caso volte esteja muito consciente de onde está pisando e de quais são os velhos padrões para não tornar a repeti-los).

Abraço apertado!

//Já curtiu o Clitóris Livre no Facebook? É só clicar aqui ó.

Como me desvinculei das garras do desemprego e depressão

Depois de ter iniciado (e largado) a graduação em Ciências Sociais; no meio de 2014 me formei em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo.

Gostando de escrever, fazer a monografia foi uma das melhores coisas que fiz na vida. Eu amei ter tido a oportunidade de escolher um tema, pesquisar e desenvolver um trabalho à respeito. O ano e meio que se passou depois da graduação, entretanto, foi talvez o pior período da minha vida.

Tendo começado a trabalhar aos 14 anos, e tendo sido explorada de todas as formas possíveis em estágios durante a época da faculdade, eu acabei arrumando um bloqueio com trabalho, uma revolta muito grande: simplesmente não aceitava a possibilidade de vender meu tempo para uma agência de publicidade ou empresa cujos valores não me contemplavam em troca de (literalmente) uns trocados.

O fundo do poço

Uma depressão me tomou e eu nem procurava emprego. Mesmo se procurasse, não acharia. Com a crise, o mercado da comunicação estava especialmente uma bosta, em Belo Horizonte então… Eu simplesmente não via nem ficava sabendo de oportunidades na minha área. Eu queria fazer as coisas por mim mesma, desenvolver os meus próprios projetos, pôr em prática as milhões de ideias que eu tinha na cabeça.

Foi nessa época que comecei esse blog, comecei a produzir eventos e também a discotecar em festas. Como é tudo no começo, nessa época nada rendia dinheiro direito (esse blog na real até hoje não dá… e nem sei se um dia vai).

As discotecagens em sua maioria eram de graça, e os eventos, além de incertos e esporádicos, embora dessem algum dinheirinho, significavam muita-muita ansiedade em um mês inteiro de trabalho na frente do computador.

Morando na casa dos meus pais, e trabalhando no meu quarto, eu dormia (todo dia às 2h da madrugada), acordava (às 10h), comia, existia, enfim, apenas num mesmo espaço, sem ver a luz do dia, sem saber em que lua o céu estava.

Eu vivia na frente do computador, trancafiada em uma baia, com preguiça de cozinhar, comer, cuidar de mim. Estava surtando, chorava o dia inteiro. Não tinha dinheiro. Não sabia como procurar freelas. Tinha me afastado dos meus verdadeiros amigos em prol de manter contatos com pessoas “influentes” da rua.

Tinha me afastado da umbanda. Embora trabalhasse com festas e coisas divertidas, andava constantemente triste e deprimida, uma angústia que às vezes se fazia notar nas redes sociais e nas noitadas, às vezes não, motivo pelo qual meus amigos tinham dificuldade em acreditar quando eu falava que não, as coisas realmente não estavam bem.

A luz no fim do túnel

Uma hora a ficha finalmente caiu de que eu precisava de um emprego fixo, ter uma rotina, sair de casa todo dia, ver o mundo lá fora, etc… e eu fui atrás. Tentei site de empregos (furada tá, gente), disparei meu currículo pra tudo quanto é canto.

No começo do ano, depois de várias e mais várias entrevistas, finalmente consegui um trampo de assessora de comunicação na Luna Lunera, uma companhia de teatro super massa da minha cidade. Acredite se quiser, a experiência com festas, discotecagens e outros projetos mirabolantes (inclusive esse blog!) foram decisivas para eu conquistar a vaga.

Ainda produzo eventos, mas minha sobrevivência financeira não depende mais exclusivamente deles, e assim a capricorniana em mim pode respirar mais aliviada com a certeza de que todo mês terá algum dinheirinho em sua conta.

Além de permitir entrar pro pilates (um investimento que come uma parte considerável do meu salário mas que me traz um bem-estar e uma disposição inéditas na vida), trabalhar fixo me permitiu comprar mais equipamentos de DJ, melhorar a qualidade das minhas discotecagens, e, consequentemente, receber mais por elas.

– O próximo investimento será umas lentes novas pra minha câmera e um computador novo e potente, que me permita editar vídeos. Como se vê, “disposição pra dono, eu tô pra dominar o mundo, e acabar com a porra todo em um segundo…”

Se ano passado não chegava nenhuma oportunidade de trampo pra mim, esse ano, mesmo com a crise, começou a vir muita, muita coisa mesmo, mais até do que eu conseguia pegar (e com a dificuldade que tenho de dizer não, estavam me deixando exausta, novamente triste e pouco realizada).

No momento em que escrevo esse texto, optei por deliberadamente recusar algumas ofertas de trabalhos e parcerias, para focar em meus projetos pessoais, muitos dos quais se encontravam abandonados.

Ainda sonho em viver unicamente de meus projetos, mas para isso eu tenho de parar de postergar os meus sonhos, assumir o controle sobre minha vida e pôr minhas ideias em atividade. Percebo enfim (e mais uma vez) o quanto o tempo é um dos recursos mais valiosos que tenho, e assim não posso sair vendendo todo este meu recurso à preço de banana…

…E nem ver a vida passar enquanto acumulo likes no Facebook.

A procrastinação ainda é um grande problema na minha vida, mas aos poucos, apostando muito no auto-conhecimento, vou identificando o que realmente importa pra mim e como eu me saboto de realizar os intentos que residem, ainda tímidos, no meu coração.

/Pauta para escrever depois: Como o vício nas redes sociais pode estar te impedindo de correr atrás de seus sonhos

Uma coisa que percebo hoje, mais estabilizada, é que mesmo nos períodos mais sombrios, e talvez justamente nesses, é fundamental a gente se manter em movimento (sério, essa é uma das coisas mais importantes – não se permita ficar parado, crie!). Aos poucos, a mente se clarifica e alguma hora as coisas começam a acontecer.

Vitória sem luta é só pra playboy,
boa sorte pra você aí do outro lado! ❤

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Esquente seus dedos antes de me tocar

É engraçado como o oco úmido e quente das bocas foram feitos exatamente para o bico dos mamilos.

Cheiro. Clara era muito ligada em cheiro. Era do tipo de mulher que se sentia especialmente feliz em dormir em roupa de cama nova, com perfume de sol. Deus tinha feito a pele dela macia, a boca macia, a língua doce. Ela conhecia o amor já. Tinha experimentado um bom número de homens na vida, sabia por onde gozava mais fácil, mais fundo, sabia fazer gozar.

Quando conheceu o amor verdadeiro, soube logo assim que se deitou com ele. Fizeram amor quatro vezes seguidas. Às vezes quando uma pessoa ama muito a outra o pau não fica mole nunca, e fica-se excitado só de estar perto, respirando o mesmo ar.

Eram amigos há uns anos já, Pedro e ela. Estavam profundamente bêbados quando se beijaram pela primeira vez. Clara jura ter visto estrelas, o que até hoje interpreta como um sinal de que em sua frente estava uma alma há muito tempo conhecida sua, que era previsto reencontrar.

Ficaram juntos alguns anos. Não se sabe se por erro, escolha deles ou destino mesmo, terminaram; como todo casal de vinte e poucos anos acaba mesmo por terminar. As circunstâncias erradicaram de Clara a crença em uma alma gêmea única. Apesar da força de seu primeiro amor, ela entendeu a que Vinícius de Moraes se referia quando disse que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida”.

Depois de Pedro, conheceu outras pessoas que fizeram seu sangue tremer de paixão. Viveu alguns amores curtos que lhe marcaram profundamente. Experimentou na pele a velha máxima de que importa menos o tempo que dura que a intensidade que acontece. Como é de praxe de estar apaixonado, sofreu um bocado. Buscou refúgio nos poetas e se sentiu humana quando leu de Neruda que “amar é breve, esquecer é demorado”.

Tentou superar dores de amor em corpos desconhecidos, como se desejo fosse fome. Deitou com homens por desejo, por achar-lhes atraentes os corpos, bonitas as faces. Mas desses poderia beber o suor que não seria suficiente, não eram capazes de matar-lhe a sede.

Por maior que fosse o pinto, não sentia nada quando lhe penetravam do modo mecânico que ensinavam os filmes pornôs. Aqueles movimentos rápidos lhe causavam tédio e angústia. Os orgasmos existiam, mas eram curtos, aflitivos, ansiosos.

Por fim ficou boa. Depois de recobrar a saúde emocional, decidiu que não perderia mais seu chão por homem nenhum. Não era justo com ela mesma. Lembrou que amor não dói e aprendeu que às vezes o mais gostoso é ir assim, calminho mesmo, sem muita promessa nem expectativa. Passou a gostar de sua própria companhia e a preferir ficar sozinha do que mal acompanhada de homens que mal sabiam tocar-lhe o corpo.

Clara sabia que o amor é coisa que se aprende pela ponta dos dedos, pelo gosto e cheiro da pele. Muito além da buceta, gostava quando fazia amor com o corpo todo, principalmente com os olhos.

Sobre expectativas: a real é que a gente ainda espera um princípe encantado

Da última vez que eu pedi um namorado com sinceridade pra Deus, veio um cara maravilhoso, que cozinhava meu almoço antes deu ir trabalhar, passava creme em mim quando eu saía do banho (que saudade disso!) e lia Guimarães Rosa pra mim antes de dormir.

Tava lembrando disso por quê agora tem mais de ano que eu tô solteira, e fico analisando os rolos que eu me meto, com uns caras do mesmo padrão, que só me fazem sofrer. Depois de ter passado por esse cara que quase beirava a perfeição (exceto pelo fato de que morava há 434 km de distância de mim nos últimos dois anos de relacionamento) eu quase que só me envolvi em treta errada.

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Depois desse último namorado, que era um amorzinho, eu passei a não sei por que motivo a rejeitar homens bonzinhos e só me interessar por aqueles com cara de mau. O padrão é o seguinte, eu olho entre as opções, e escolho aquele que tem uma seta vermelha neon flamejante piscando indicando PERIGO.

Geralmente são homens muito bonitos e fortes, os machos alfa do grupo em que estão inseridos, criativos e expressivos em suas atividades, geralmente artísticas.

São homens cobiçados, mulherengos e instáveis, geralmente mais novos e imaturos, a quem me entrego completamente, uma vez que não sei separar sexo de amor. Como era de se esperar, acaba que não sou valorizada como gostaria e deveria, e enfim, só tomo no cu.

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Co-responsabilidade na criação de nossa própria realidade

Em se tratando de relacionamentos, não há algozes e vítimas, a gente tem que se co-responsabilizar pelo que acontece. Eu tenho atraído e escolhido esse tipo de homem e relacionamento. O processo, então, é entender por quê estou me envolvendo com homens assim, o que busco neles, etc. Beleza? Intelectualidade? Poder? Arte? Busco no outro o que quero afirmar em mim mesma?

Daí resolvi fazer uma lista do que eu espero em um homem.

Percebo que (infelizmente) eu ainda sou muito apegada em  beleza (tamo trabalhando nisso aí), ainda que meu padrão de beleza não seja exatamente o mesmo do resto do mundo.

Eu curto uns caras meio com carinha de malvado, homem da rua, estilo de rua. Fica ainda melhor quando o cara, além de ser levemente um badboy, sabe se portar, fala com firmeza, trata os outros bem. Tem incorporada a si a noção de respeito!

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Atributos

Tô me sentindo meio ridícula em fazer isso, mas lá vai… (A gente tem que se entender né, fazer o quê?) É importante que o homem ideal pra mim:

– Não seja bonzinho demais
– Odeie o sistema, de preferência seja anarquista
– Não seja playboy, e se for de uma condição financeira boa, que saiba reconhecer seus privilégios e esteja engajado com a mudança social
– Não seja demasiadamente inseguro (nem egocêntrico demais!)

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– Tenha paixões diversas na vida
– …e a música como uma de suas maiores paixões
– Escute pagode obrigatoriamente
– Escute rap
– Dance!
– Se sinta à vontade de dançar do meu lado

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– Goste de poesia
– Ame toda e qualquer forma de arte e tenha uma válvula de expressão artística
– Seja ativo e ambicioso
– Tenha sonhos e corra atrás deles
– Tenha amigos, goste de sair de casa
– Trate meus amigos bem

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– Goste de beijar na boca (tipo muito mesmo)
– Tenho paciência e gosto por transar muitas horas
– Tenha abertura para o sexo tântrico
– Me escute
– Se importe comigo
– Leia
– Goste de poesia
– Seja espiritualizado

– Plus: ser gato, ter o pau grande, aguentar a ereção por muitas horas, saber que uma massagem no pé pode ter o mesmo efeito de uma boa sessão de sexo oral, saber cozinhar

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Análise > Sonho!

Tá, aí depois que eu fiz essa lista imensa, eu parei e pensei 1) em primeiro lugar, quem que não quer essas coisas aí de cima né? 2) a real é que eu sou exigente demais 3) crio expectativas demais.

De uma forma ou de outra, ainda que meu príncipe encantado não seja um cara loiro de olhos azuis, bem sucedido e certinho, percebo que ainda idealizo MUITO meu parceiro, e que é praticamente impossível que uma pessoa me atenda em todas essas expectativas.

Talvez eu crie essas expectativas todas por quê ainda sou imatura demais e não estou pronta para entrar em um relacionamento novo, sei lá. Ou por quê eu não consigo lidar com quem gosta muito de mim, se eu não estiver gostando de volta. Ou por quê eu tenho medo de me entregar a relacionamentos reais e possíveis, sei lá.

Mas de qualquer forma, dizem que é importante saber minimamente o que se quer, então Deus, Universo, o que for… Se você tiver lendo minha cartinha, é isso aí que eu gosto e quero.

Senão peço unicamente que eu aprenda cada dia mais a amar mais um pouquinho, primeiramente a mim mesma… Com a certeza de os verdadeiros encontros são rartos e que quando eu tiver pronta, a pessoa certa vem. 😉

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