Mês: outubro 2015

O feminismo não está acima de críticas: Por uma militância que saiba ouvir (e dialogar)

Como outras milhões de mulheres, vibrei quando tive notícias que a prova do ENEM contou com questões que envolviam Simone de Beauvoir, Gloria Evangelina Anzaldúa e a violência contra a mulher. Para mim, foi mais uma confirmação da importância da temática na agenda brasileira, que agora além de pautar discussões nas redes sociais e na grande mídia, passa também a ser considerado conhecimento básico para ingresso nas Universidades públicas do país. Desde o surgimento do Feminismo em meados do século XIX e início do século XX (a dita “Primeira Onda”, em que mulheres de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos lutavam principalmente pelo direito ao voto) acredito que nunca tantas mulheres se assumiram feministas como nos últimos cinco anos. As redes sociais tiveram um papel preponderante nisso. A profusão intensa de discussões, memes, relatos, textos, blogs (inclusive como esse) falando de temáticas femininas e feministas foi positiva na medida em que ajudou a promover o despertar de uma consciência coletiva da opressão e desse estar no mundo que é ser mulher. Frente à dificuldade …

Guerrilla Girls: um coletivo de mulheres que desde 1985 luta contra a hegemonia masculina no mundo das artes-

“Those who tell the stories rule society.” – Plato As narrativas contam e constroem o mundo. Quem conta a história, conta de um determinado ponto de vista; aumentando a importância de certos personagens, diminuindo e subjugando outros. Por mais que pareça neutro, há diversas relações que sustentam o poder do narrador em contar aquela história segundo seu ponto de vista e consequentemente de modo a garantir e preservar seus interesses e privilégios. Não é atoa que os movimentos de direitos civis, como o feminismo (em suas diversas vertentes) e os movimentos negros e LGBT dão tanta importância ao modo como são representados na arte e na mídia como um todo e se esforçam em reconquistar sua voz e seu poder de construir suas próprias narrativas. Muito dessa consciência da importância da representatividade nas mais diversas narrativas vem de um coletivo de mulheres artistas do meio dos anos 80 em NY. Em 1985 houve um escândalo no mundo das artes de Nova York. Uma exposição no Museum of Modern Art pretendia reunir os nomes mais significativos …

Kunyaza – ou a melhor siririca que você vai receber na vida – a técnica africana voltada para o prazer delas

Ilustração que abre a matéria: Carlo Giovani Kunyaza é uma técnica sexual desenvolvida e praticada principalmente na África Central (em algumas províncias da Ruanda, Congo, no Leste da Uganda e no Leste da Tanzânia) para promover poderosos orgasmos femininos em relações heterosexuais. Naturalmente não há nada que impeça mulheres homossexuais de praticar a técnica, só que como o Kama Sutra indiano, essa técnica foi desenvolvida (ou transmitida) como sendo uma prática entre homens e mulheres. Acredito que casais homossexuais femininos podem praticá-la trocando a glande do pênis pelos dedos ou algum outro objeto de estimulação. As dicas dadas também são preciosas para melhorar a masturbação, já que a técnica foca em alguns pontos principais que se estimulados podem levar sozinha a mulher ao orgasmo. 😉 Wet Sex A palavra Kunyaza, originária dos povos Rundi da Ruanda, é derivada do verbo kunyaàra que significa tanto 1) fazer xixi, quanto 2) o ato da ejaculação feminina decorrente da prática. No Kunyaza, a mulher costuma expelir um litro ou mais de líquidos vaginais, motivo pelo qual o termo pode significar …

Contrai-relaxa! Como o pompoarismo pode transformar a sua vida sexual

Popularizado no Ocidente por sua conotação sexual, o Tantra na verdade é muito mais que isso, constituindo uma milenar e complexa filosofia comportamental de características matriarcais que  tem por objetivo o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual. Dentre os inúmeros aspectos do Tantra, está a sexualidade. Se no Ocidente o corpo e o sexo são considerados frutos do pecado original, resquícios da nossa educação cristã, em grande parte do Oriente o corpo é considerado o templo da alma e, assim, o sexo pode ser um caminho sagrado para atingir a iluminação. “Na medida que a pessoa vai olhando para dentro, reconhecendo seu corpo e sua alma, sua energia, inicia-se um processo de aceitação, fluidez e transformação com a elevação da energia”, explica Antar Surya, coordenadora da Consciência Tântrica e facilitadora de cursos de pompoarismo tântrico. Antar explica que o pompoarismo é uma técnica milenar criada pelas Antigas Sacerdotisas bem antes de Cristo, mas que foi redescoberta, aperfeiçoada e nomeada na India através do Tantra. O Pompoarismo consiste na contração e no relaxamento da musculatura circunvaginal …