Mês: setembro 2015

Quando apenas maquiar os sintomas com remédios não é o suficiente – A busca pela saúde integral

A “roda da medicina” e o caminho do auto-conhecimento: Curando doenças autoimunes segundo a tradição indígena norte-americana [Nota da tradutora: Há um tempo atrás li esse texto “Healing AutoImmune Diseases the Indigenous Way“, em inglês, que me emocionou muito. Por compactuar com os ideais de auto-conhecimento e saúde integral expressos no relato de Tessa Mychael Sayers, uma americana que foi diagnosticada em 2012 com artrite reumática, síndrome de sjogrens e outros sintomas de lúpus, resolvi traduzi-lo. Se você gostar da história da Tessa e quiser falar com ela, o email dela é tessa.mychael@gmail.com.] O começo Tudo começou em 2008. Olhando pelo lado de fora, eu tinha tudo. Por dentro, eu sabia que havia algo muito errado. Eu estava cansada, inchada, meu corpo reagindo mal aos alimentos que ingeria, irritada, ansiosa, e, muitas vezes deprimida. Médicos ocidentais começaram a me pedir suas baterias de exames. Foi quando eu participei de um workshop sobre medicina naturopata e fiquei encantada com as formas alternativas de cuidados de saúde que me foram apresentadas, técnicas essas as quais agora chamo de …

Enquanto a mãe está na cozinha, a filha escreve sobre feminismo no quarto

Muito do meu descobrimento enquanto feminista se deu por causa da minha mãe, mesmo que ela própria não se afirme enquanto tal, e até mantenha uma certa antipatia pelo termo. Formada em enfermagem, embora nunca tenha exercido, minha mãe se casou com meu pai aos 27 anos, e me teve aos 28, época que ele trabalhava em uma loja de artigos dentários do meu avô. Quando eu tinha 4 anos minha mãe engravidou dos meus dois irmãos gêmeos e desde então tirou a sua vida para se dedicar à casa e à família. Quando eu era já crescida minha mãe decidiu fazer uma outra faculdade, de psicologia, apesar do meu pai nunca ter dado pra ela o devido valor nem incentivo pra que trabalhasse fora, pelo baixo salário que recebe uma pessoa em início de carreira. Ainda que tenha me dado uma educação emancipadora, falando abertamente de drogas e dos direitos (inclusive sexuais) das mulheres e me criando para ser uma mulher forte e independente, meu pai, fruto de uma outra época, sempre manteve uma …

Estamos sexualmente mais livres, mas não necessariamente mais satisfeitas

Vira e mexe alguma amiga compartilha no Facebook uma pesquisa estilo “um a cada três homens tem nojo de perereca/dois a cada três não gostam de fazer oral”, um meme que diz “não finja orgasmo, deixe o cara saber que fode mal”, ou algo do tipo. Por um lado, é um sinal que a mulher está cada vez mais interessada em seu próprio prazer e não está mais apenas disposta a servir, o que é ótimo. Depois de séculos de subjugação, caminhamos enfim para a nossa tão sonhada liberdade sexual. Além do longo histórico de auto-centramento (para não dizer egoísmo) masculino no que diz respeito ao sexo, o que explica em parte o desempenho marromenos que os homens parecem estar apresentando, arrisco outro palpite do por quê em geral as pessoas no geral não estão muito satisfeitas sexualmente. Para construir um bom sexo entre um casal (ou para descobrir suas preferências sexuais ou o que for) é preciso entrega, intimidade, respeito, carinho e amor; é preciso um interesse sincero na outra pessoa e em seu prazer e …

A dificuldade de falar (ou ser levada a sério) sobre vício em Facebook

Fumei meu primeiro filtro branco há uns doze anos atrás; não devia ter nem treze anos na época. Tenho uma relação super gostosa com cigarro: fumo estritamente aqueles que me dão prazer, tipo aquele pra fazer fluir melhor a conversa pós-baseado ou tomando um café depois da sobremesa. Continuo fumando na mesma frequência de quando comecei, um cigarro por dia… ou menos. Passo tranquilamente uma semana, dez dias sem fumar. Nunca viciei. Não é por isso, entretanto, que quando alguém chega perto de mim falando que fuma três maços por dia e que o cigarro atrapalha sua vida, que eu vou minimizar a dor dessa pessoa e falar que “Não, na real ela adora cigarro, cigarro não faz mal algum”… Cada um sabe onde dói seu calo. Ainda assim, toda vez que tenho coragem de desabafar sobre o quanto eu ODEIO o Zuckerberg e sua rede social e o quanto ela me prejudica em estar presente no dia a dia, vem alguém falando que não, que na real eu amo o Facebook e que é por isso gasto tantas horas …